29 April 2009

TODOS JUNTOS! E.P.C.


Hoje vou escrever um pouco sobre o associativismo morto e enterrado e o que ainda sobra "nas interwebz" .

Se goglarem Associação Portuguesa de Paintball (A.P.P.), ou Associação de Paintball Desportivo do Norte, ou Espinho Paintball Clube (E.P.C.) encontram hits, mas não encontram páginas. Ainda aparece uma feita por Joaquim Santos em 1999 com uma breve explicação histórica ao que ele conhecia e existia na altura e uma descrição bastante exacta e simples. http://www.magicnet.pt/paintball/portugal.html

Mas basicamente escrevo sobre este tema, para reforçar a minha opinião pessoal sobre o associativismo nacional, neste hobby.
A primeira abordagem do meu argumento é que o associativismo fica abaixo dos objectivos e lemas que muitos entoam e gostam de passar como sua mensagem - O beneficio da modalidade...

O E.P.C.
Vou começar por falar do E.P.C., este era o único clube/associação real, por alturas do Circuito Zap e parte da Copa Ibérica de 2001-2003. Enquanto todos os jogadores de paintball de competição pagavam uns bons 10 contos (50€) por mês para jogar, os jogadores do E.P.C. supostamente pagavam uns 800 escudos, o resto era pago por patrocinadores num descrito (pelo seu dirigente) esquema dúbio com patrocinios, mecenas de algumas empresas, salvo erro de informática. Claro que isto que escrevo é ouvir dizer da boca de um dirigente associativo, que segundo se diz, já não se encontra na mesma variedade de códigos postais que nós (aka Brasil). Mas o E.P.C. foi vanguardista noutros aspectos e o seu dirigente também. Tiveram várias participações na televisão por cabo, no programa que anos mais tarde degenerou no Curto Circuito e canal Sic Radical, e foram bastante louvados na comunidade por tal feito. Tiveram vários jogadores que ainda por cá andam, se fizermos um patch para os identificar, acho que também teremos vários jogadores com o emblema. Tiveram um bom projecto com o nome de Milicia a nível nacional assim como outros projectos menores, e Voodoo no MS. Nunca foram uma grande equipa com porte ou presença, fora as jerseys hediondas. Foram sobretudo uma porta de entrada a muitos desportistas, mesmo que o projecto não tenha vingado e durado.
O João Ribeiro (o tal dirigente do E.P.C.) sempre tomou uma postura motriz neste nosso hobby, em querer construir o associativismo nacional. Infelizmente muitos não o quiseram acompanhar... Ele tentou por duas vezes criar a Federação Portuguesa fazendo reuniões. A primeira vez foi na Expo Paintball com as equipas, tentou fomentar a vontade de irmos para a frente, nem que fosse atrás dos beneficios de esquemas semelhantes ao E.P.C., para obter menos gastos a praticar paintball. A segunda tentativa de criar a federação foi quando em Lisboa uns quantos nos juntamos para fundar a A.P.P.A. (não os copycat de Almada) no decorrer da Copa Ibérica. A Associação Portuguesa de Paintball Amador tinha como objectivo servir de sindicato dos jogadores e numa frente unida apresentar perguntas e exigências a quem organizava os torneios em solo nacional, infelizmente ou felizmente não resultou. Todos os elementos debandaram aquando o recomeço da conversa de Federação do João Ribeiro, e alguns viraram o seu contributo para outras formas de melhorar e evoluir com o Paintball competitivo, e por estranho que pareça sem Associações...
Hoje fica um video ortodoxo já que ainda não encontrei um bom video com os Milicia (mas devo ter um por aqui), e o primeiro que achei é um jogo incompleto onde os Trolls perdem, logo na primeira prova do Circuito Zap. Fica então um intervalo na segunda prova do Circuito Zap, em Arruda dos Vinhos em 2001. Deixo alguns comentários no Youtube, o resto é para descobrirem... --> http://www.youtube.com/watch?v=P3dEtYTeerk
Jaime Menino

27 April 2009

O PREÇO CERTO! MARCADORES


Desde que entrei nisto que observo a evolução sempre bem vinda mas a um ritmo alucinante, realmente vivemos nesta modalidade as horas como dias, os dias como meses e os meses como anos do quotidiano. Por isso hoje vou falar de um tema que acho que é um dos mais interessantes de se falar, os preços dos equipamentos!

Para quem hoje acha que é um desporto caro, deviam ter começado à uns singelos sete anos atrás para sentirem o que era verdadeiramente caro. Hoje em dia com mil euros um jogador equipa-se bastante bem (basta ir a um fórum e procurar o material que se vende ao desbarato), mesmo que não conheça nada ou não tenha o que muitos gostam de rotular como patrocinio de uma loja.
Como sempre, senão temos um dos vários marcadores topo de gama somos compelidos a adquirir algo melhor. Mas no meu inicio um jogador de competição tinha de ter uma Angel LCD, sem uma o jogador era automaticamente considerado sub-par dos restantes, os dinossauros andavam de automag ou autococker, e os restantes lá tinham uma ou outra coisa que não funcionava 100% bem e era quase sempre o motivo de muita conversa e comédia. O material e a sua escolha era moldada ao que os jogadores Profissionais americanos usavam e usam. Na altura reinava publicitáriamente os Avalanche com as suas angels lcd da warped sportz, Mais tarde os Dynasty com as suas angels cobra, os Russian Legion e os suecos Joy Division também apareciam no lado do campo da WDP. Só sobrava algum espaço para os Aftershock com uma variedade de marcadores costumizados pela Shocktech, desde autocockers a mais tarde intimidators (02). Também os Strange que em 2002/2003, começam a se fazer surgir como os grandes concorrentes aos Dynasty nas provas do MS, equipados com as suas Impulses da SmartParts.

O meu primeiro marcador foi uma Impulse que comprei por 116 contos, 580€ na moeda actual. Estando eu na altura a me equipar para jogar paintball sem ser especificamente competição a minha escolha foi simples: não tinha dinheiro para uma angel (de 1500/1750€). Era um dos marcadores que já trazia cano. Simples de se manter e da caixa estava praticamente pronto para se usar. No fórum (Renegados) apenas estava à venda uma ou outra shocker 4x4 a um preço proibitivo.
Tive a sorte de aquirir um modelo já da segunda geração, pois a primeira tinha várias falhas, algo que era comum antigamente nos marcadores, sairem para o mercado com falhas... E mesmo assim investi em bastantes peças no marcador.

Hoje em dia o mercado de marcadores de paintball está proveitoso para os jogadores, sobretudo as camadas novas. O comércio online e os fóruns, ajudam os jogadores a obterem bom material às vezes até acima das suas necessidades, e mesmo os preços praticados na loja, por material com melhor tecnologia e maquinaria, são bem mais baixos do que foram no passado. Um jogador que comprasse uma angel lcd numa loja, sem sistema de ar e ligações (tubo e cotovelos) tinha uma despesa de 300 a 350 contos (1500/1750€). Um jogador que vá comprar um bom marcador de topo a uma loja gasta o equivalente a uns 200 a 250 contos (1000/1250€) pronto a usar, isto senão conhecer ninguém.

Engraçado ou nem tanto, para quem gastou o dinheiro que gastou, é hoje em dia observar a desvalorização do material que se adquiriu. Num mercado onde se encontram preços de "dar" o material, ou colecções caseiras de velharias que já não servem para nada. E o caso especifico que ainda nos prejudica mais aos que cá andamos e beneficia bastante os que entram, é a capacidade de "vergar" à procura, reduzindo os preços de venda do que se tenta despachar em excelentes condições, aos preços de "dar". Enfim, procura e oferta na nossa comunidade e economia em geral não é o nosso forte e não nos apela a união. Por isso vamos todos continuar a ver nos fóruns material em segunda mão todas as semanas baixar em incrementos de 50€, até se "dar", para se poder ir a correr comprar o modelo novo do ano da mesma coisa.

Ficam algumas dicas relativas a isto: Não baixem os vossos preços porque tem de ir a correr comprar o modelo novo. Analisem bem a vossa necessidade de comprar o modelo novo. Vejam fotos dos jogadores de Paintball do resto do mundo, na PSP, USPL e NAX vê-se toneladas de filmes e fotos dos jogadores "amadores" (a mesma classe que nós) com marcadores de 2005,06,07 etc... Claro que também há jogadores com material novo, mas nós os Europeus somos muito mais compelidos para entrar na corrida do troca. Houve aqui algum passo da nossa evolução enquanto desportistas que foi ditado pelos fabricantes e vendedores de material de paintball, de todos os anos nos apelar à necessidade de comprar algo novo que não precisamos e pode até ser pior do que vamos despachar por um valor miserável. É sobretudo irónico aquirir um produto novo e "melhor" numa era em que procuramos cumprir limites de bps, jogamos menos tempo seguido entre recargas de ar e usamos e disparamos menos tinta...

Fica o convite para colocarem nos comentários, o vosso primeiro marcador de competição e preço.

Jaime Menino

24 April 2009

A Primeira Tempestade, Trolls vs Lvsos


Trolls vs Lvsos (lusos). Depois da tempestade vem a bonança...

Foi no minimo uma rivalidade interessante que acontece muitas e muitas vezes, e o que torna ainda mais caricato é o facto que ao fim de alguns anos, após se separar o trigo do joio agora o trigo está todo junto...

Tudo começou com os Trolls serem apelidados como a equipa de competição dos Renegados. O aparecer desta ponte entre o recreativo e a competição deu entrada a mais jogadores fazerem o mesmo, darem aquele salto para o meio competitivo. Foi o caso da criação das equipas como os Lusos que se estrearam numa prova do Tomahawk Tour em 01/02, mais tarde dos Fénix que se estrearam na Copa Ibérica 02/03, e muitos mais jogadores que se dirigiram para várias equipas de competição desde sempre. Mesmo hoje em dia se arranjasse um crachá para identificar todos os jogadores de competição que começaram ou passaram nos Renegados, iria surpreender muita gente a quantidade de jogadores com o simbolo.

Mas naquela altura, os Lusos foram considerados por alguns dos Trolls como uma ameaça para a equipa...

Quando entrei para os Trolls (Setembro de 2001) havia duas claras facções entre os cinco elementos da equipa: José Santos, António Santos e Paulo Delgado eram uma, a outra era o João Loureiro e o Mário Santos. Essa segunda facção foi dominada e excluida (ou auto-excluida) da equipa, no que pareceu uma autêntica série do "Survivors" e a guerra fria por controlo da equipa. Na facção dispensada, como motivo da sua exclusão, foi o existir de um excesso de interesse (tão excessivo que se juntaram a essa equipa) pelos Lusos quando estes apareçarem no fórum dos Renegados, basicamente na altura da criação da equipa pelo Paulo Carrilho.
Os restantes Trolls viram nisso uma ameaça a vários niveis, desde: recurso a jogadores (facto que se tornou real), foco de atenção, uma falta de dedicação à equipa de origem, e mais uns rivais.
A desavença real entre ambas equipas começa com o João Loureiro após a quarta prova do Circuito Zap em Portimão, no jogo seguinte dos Renegados, anunciar à equipa que pretendia no final da temporada juntar-se aos Lusos, e que ia já nessa época começar a ajuda-los noutro circuito. Foi algo que não caiu bem, e visto os Trolls terem tantos jogadores naquela altura para rodar em 5 man, ele foi convidado para sair da equipa mais cedo.

Logo aqui começa uma rivalidade descabida entre as equipas, e os restantes elementos em trocas de acusações e roubo de jogadores, como se pode imaginar.

Nos Trolls, a segunda facção, o excluido João Loureiro a meio da temporada 01/02 e o Mário Santos no final da mesma, era um dueto de amizade com outras ambições e principios diferentes pelos os quais a equipa se regia na altura na politica de Fairplay. Pequenas coisas, aqueles atritos insignificantes que todas as equipas tem, e diferenças de principios (os da maioria na altura). E esta dedicação destes dois a este novo núcleo a somar com a participação do Mário Santos numa prova do Tomahawk Tour com os Lusos, que acabou com uma discussão com o PCO (os Trolls a imaginar a sua reputação a ir por água abaixo, pela discussão ter sido encabeçada por um "troll"). Nada favorecia o entendimento entre as duas facções nos Trolls ou entre a relação das duas equipas.

Surpreendemente esta rivalidade entre as equipas foi tomada como o ser do Benfica (futebol) ou ser do Sporting por elementos exteriores às equipas, e até ao meio dos Renegados com piadas e apostas a brincar, o que ainda inflamou mais a relação entre os vários elementos.

Chegamos na altura a falar com o criador por detrás da equipa, Paulo Carrilho, sobre os principios diferentes dos jogadores que ele tinha ido buscar aos Trolls não serem os mesmos que o resto do pessoal e mesmo assim demorou um ano a este núcleo chegar à mesma conclusão e fazer o mesmo processo de purga antes feito nos Trolls, mas de forma diferente, criando os Psycho. Curioso que quem ficou para trás e tomou conta do forte foi o Mário Santos que ainda manteve o nome da equipa (Lusos) e foi porta de entrada de muitos jogadores.

Mas como podem imaginar foi um porta estandarte nos Trolls nunca terem perdido em campo contra os Lusos, ainda foram alguns jogos, e recordo-me bem de uns poucos. O primeiro encontro na primeira prova da Copa Ibérica 02/03, no indoor em Espinho em 2002, cujo video coloquei no youtube --> http://www.youtube.com/watch?v=_9hUENRTYY8

Um na Copa Ibérica no Penteado onde começando com uma desvantagem após o pré ganhamos o jogo na mesma (basicamente o jogo onde eles tiveram a melhor oportunidade de ganhar), e no ZEAO em 2003 onde o último jogador deles eliminado foi o Luis Miguel com uma e-mag avariada a ser "forçado" a sair de campo sob o olhar dos canos dos marcadores, uma prova onde eles já mostravam uma união diferente ao seu inicio...

Em suma, anos mais tarde, após uma temporada como Lusos e duas como Psycho os Trolls foram buscar o trigo, na pessoa do Robert Mendes e o Pedro Alexandre "Teddy". Tinhamos excesso de "front players" (ou pelo menos com essa mentalidade) e precisavamos de criar uma sólida e experiente linha traseira, feito conseguido. E que fique para o recorde que não me recordo de vencer uma vez aos Psycho...
Fica aqui o site dos Lusos - http://lusos.no.sapo.pt/
E os destaques do video no youtube: O PCO está a arbitrar, é a pessoa de grande porte mais perto da rede.No final do jogo tenho uma conversa longa com o Miguel Sousa (árbitro), sobre pedir checks. O João Carriço (primeira prova nos Trolls) está cá fora à conversa com o João Loureiro que comenta a brincar no final "batoteiros". Quando todos crescemos ao fim ao cabo a rivalidade real era em campo.
Jaime Menino